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Técnico de time argentino tem infarto à beira do campo por gol anulado

abril 26, 2018

Muitas pessoas falam que o futebol é um dos esportes que mais causam emoção, mas nem sempre elas são boas: no caso do técnico do Viajantes, Luciano Sasín, ela ocasionou um ataque cardíaco que poderia ter acabado muito mal se não fosse o socorro do árbitro, Darío Cid.

O que ocorreu é que o Viajantes estava jogando com Argentino de Afonso e perdia por 2×1. Porém, nos acréscimos do segundo tempo, a equipe conseguiu fazer um gol, que foi anulado pelo árbitro. A liga que estava sendo disputada era a de Pergamino e, apesar de não ser uma das mais importantes, tem relevância porque pode levar os times aos campeonatos maiores.

O fato é que Sasín ficou tão nervoso por causa do gol anulado que acabou tendo um infarto e recebeu massagem cardíaca e também respiração boca a boca do árbitro. Depois desses primeiros socorros, o técnico foi para um hospital de Buenos Aires e, de acordo com os boletins médicos, está bem e sua vida não corre perigo.

Relevância dos primeiros socorros no campo

Todas as pessoas que participaram do atendimento e do resgate do técnico do Viajantes atestaram que os primeiros socorros que o árbitro forneceu foram fundamentais para que não houvesse um óbito. Realmente, os que fazem curso para ser árbitro de futebol são ensinados sobre os principais procedimentos para primeiros socorros, como a massagem cardíaca.

É verdade que as ligas mais importantes têm uma estrutura bem grande e uma série de médicos para ajudar qualquer pessoa que passe mal. Porém, quando se trata de ligas menores, como a que estava sendo disputada, a estrutura é precária e é indispensável que o árbitro saiba como socorrer alguém que está tendo um mal súbito.

Histórico de mal-estar

Infelizmente, a combinação de grandes emoções com determinadas condições climáticas, além da própria saúde, faz com que seja relativamente comum que técnicos passem mal enquanto estão dirigindo o time. É claro que nem sempre é uma coisa séria como um infarto, mas o mal-estar também não é algo raro e existe um caso conhecido no Brasil: o do técnico Ricardo Gomes, que estava à frente do Vasco no ano de 2011, quando teve um mal-estar grave durante o jogo.

Naquele dia, estava ocorrendo um clássico carioca com o time Flamengo e, alguns minutos depois de o segundo tempo começar, o técnico passou mal. Mesmo tendo sido socorrido pelos médicos do time, ele teve de ser encaminhado a um hospital: provavelmente, o fato de Gomes não conseguir ficar de pé tenha dado o alerta de que o quadro era mais perigoso. A preocupação maior era porque, alguns anos antes, ele teve um acidente vascular cerebral.

Também se tem vários casos de jogadores que passam mal enquanto estão jogando e alguns, infelizmente, já foram a óbito. Um dos casos é de 2015 e também aconteceu na Argentina: com somente 27 anos, o jogador Cristian Gómez faleceu enquanto era transportado para o hospital. Ele sentiu-se mal no segundo tempo e caiu em campo, sendo do time Atlético Paraná.

Investigação

Muitas pessoas defendem que os jogadores precisam de acompanhamento médico com exames mais aprofundados, assim como os técnicos. Isso se torna mais importante quando os profissionais são da segunda divisão para baixo: nelas, não se tem tanto glamour, então as coisas podem ser menos fiscalizadas.

É indiscutível que as pessoas que trabalham com futebol exigem de maneira intensa do seu corpo e do seu emocional e, quando se tem algum problema que não é identificado, podem ocorrer casos como o de Sasín.