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Inflação para famílias de baixa renda sobe de 0,08% para 0,31% em abril

maio 4, 2018

As famílias com renda mais baixa sentiram mais no bolso durante o mês de abril. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou hoje (04/05) o Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1, que teve aumento de 0,08% em março para 0,31% no último mês. Esse índice, IPC-C1, mostra a variação de preços de itens básicos para famílias que ganham até 2,5 salários mínimos.

Composto por oito classes de despesas, registrou aumento na maioria, em 5 delas. No quesito alimentação, o aumento foi de -0,27% em março para 0,25% em abril. Entre os itens de saúde e cuidados pessoais, essa variação foi de 0,30% para 1,32%. No que diz respeito à educação, leitura e recreação, a diferença subiu de zero para 0,15%. As despesas variadas no dia a dia também ficaram um pouco mais altas, com índice de 0,29% em abril na comparação com 0,03$ em março. Por fim, entre os aumentos, ainda consta a parte de comunicação, que teve elevação de -0,25% para -0,18%.

Dos últimos três grupos considerados no IPC-C1, habitação continua na mesma taxa de variação de março, com 0,23%. Apenas duas áreas que afetam muito o bolso do brasileiro apresentaram queda: o grupo de transportes agora está em -0,16%, sendo que em março contabilizava 0,38%. Já a parte de vestuário teve redução de 0,43% para 0,32%.

Ainda de acordo com os números divulgados pela FGV, a inflação acumulada do IPC-C1 nos últimos 12 meses chega a 1,68%. Quando são consideradas todas as rendas, não apenas as mais baixas, a porcentagem é um pouco mais alta. O Índice de Preços ao Consumidor Brasil (IPC-BR) chegou a 0,34% no último mês, enquanto o acumulado nos últimos 12 meses é de 2,98%.

O grande vilão para a inflação das famílias de baixa renda foi o preço do botijão de gás, que registrou alta de 0,84% em abril. Os preços de hortaliças e legumes aumentaram e tiveram impacto no grupo de alimentação, enquanto os medicamentos afetaram a parte de saúde e cuidados pessoais. Na área de recreação e comunicação, as salas de espetáculo agora estão mais caras para os espectadores, assim como a TV por assinatura. Para quem tem animais de estimação, levá-los à clínica veterinária também está saindo mais caro.

Com esse cenário junto ao índice de desemprego em alta, as famílias tendem a controlar mais os gastos, o que afeta o ciclo da economia.

IPC-C1 março/abril

Famílias de baixa renda, 1 a 2,5 salários mínimos

  • Aumento

Alimentação: de -0,27% para 0,25%

Saúde e cuidados pessoais: de 0,30% para 1,32%

Educação, leitura e recreação: de 0 para 0,15%

Despesas diversas: de 0,03% para 0,29%

Comunicação: de -0,25% para -0,18%

  • Estabilizado ou em queda

Habitação: 0,23%.

Transporte: de 0,38% para -0,16%

Vestuário: de 0,43% para 0,32%